Ministro da Justiça diz cumprir a lei em caso de denúncia contra PSDB
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, respondeu à acusação do PSDB de
que seguiu critérios políticos quando encaminhou uma denúncia contra
membros do DEM e do PMDB para a Polícia Federal. "Qual é o papel do
ministro da Justiça? É mandar apurar, com sigilo. Se não faço isso,
prevarico", defendeu, em entrevista à Folha. Cardozo contou ter recebido
o documento das mãos do deputado estadual licenciado e secretário de
Serviços da Prefeitura de São Paulo, Simão Pedro (PT), em sua casa. O
ministro também afirma ter enviado a denúncia ao diretor-geral da
Polícia Federal, Leandro Daiello. Por outro lado, documentos assinados
por dois delegados da PF relatam que a corporação recebeu a denúncia por
meio do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para o
ministro, a versão da PF "foi um equívoco”. O documento com a acusação,
cuja autoria é atribuída ao ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer,
diz que Edson Aparecido, principal secretário do governador Geraldo
Alckmin (PSDB), recebeu propina do lobista Arthur Teixeira, indiciado
pela PF sobre suspeita de ter intermediado o pagamento de comissões em
contratos do Metrô e da CPTM. Segundo a denúncia, o deputado federal
Arnaldo Jardim (PPS-SP) também recebia suborno. Ambos negam a acusação. O
ex-diretor da Siemens também refuta a autoria do documento.
Fonte: Bahia Notícias






