Justiça condena morador de rua que participou de protestos no Rio de Janeiro
O primeiro condenado por participação nos protestos que marcaram o país em junho deste ano é um morador de rua, acusado de portar artefato explosivo. O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal, condenou Rafael Braga Vieira, 26 anos, detido no dia 20 de junho, a cinco anos e dez meses de prisão em regime fechado. Ainda cabe recurso da decisão. De acordo com o Ministério Público e a polícia, o réu foi detido com dois coquetéis molotov quando saia de uma loja abandonada na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro. A defesa do morador de ruas, que cata latinhas, alegou que nas garrafas haviam penas desinfetante e água sanitária. O grupo Anonymous fez uma campanha nas redes sociais pela liberdade do manifestante. O nome do condenado, junto com outros presos durante a manifestante, faz parte de um relatório encaminhado a ONG Justiça Global à comissão de direitos humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O juiz, na sentença, afirma que a versão da defesa é "pueril" e "inverossímil", e que o laudo pericial "atesta que uma das garrafas tinha mínima aptidão para funcionar como coquetel molotov". No despacho, o juiz afirma que o “etanol encontrado dentro de uma das garrafas pode ser utilizado como combustível em incêndios, com capacidade para causar danos materiais, lesões corporais e o evento morte". Rafael Vieira já havia sido condenado em duas vezes por roubo e está preso preventivamente em Japeri.
Fonte: BN
Fonte: BN







